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submitted 11 months ago* (last edited 11 months ago) by mitram2@lemmy.pt to c/literatura@lemmy.pt

Um livro bastante interessante e curto (+/-50 páginas) que, com base num relatório do governo de 1976, descreve as ações da ITT em Portugal antes durante e pouco após o 25 de Abril, que levaram grandes empresas outrora portuguesas ao limiar da insolvência.

Também contém um capítulo que faz a ligação entre esta multinacional e o regime nazi da Alemanha.

Achei muito curiosas as diversas referências a "comissões de trabalhadores". Pelo contexto pareceram-me ser entidades dentro das empresas e compostas pelos trabalhadores das mesmas que com o intuito de defender os seus interesses comunicavam com o governo com críticas e sugestões de como lidar com obstáculos ao sucesso das empresas.

Alguém já tinha ouvido falar deste livro? Ou da ITT?

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Literatura Palestina (lemmy.eco.br)
submitted 11 months ago* (last edited 11 months ago) by selvadamastor@lemmy.eco.br to c/literatura@lemmy.pt

Ocuparam minha pátria Expulsaram meu povo Anularam minha identidade E me chamaram de terrorista

Confiscaram minha propriedade Arrancaram meu pomar Demoliram minha casa E me chamaram de terrorista

Legislaram leis fascistas Praticaram odiada apartheid Destruíram, dividiram, humilharam E me chamaram de terrorista

Assassinaram minhas alegrias, Sequestraram minhas esperanças, Algemaram meus sonhos, Quando recusei todas as barbáries

Eles... mataram um terrorista!

— Mahmoud Darwich

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Literatura Peruana (lemmy.eco.br)

❝DOS bosques ribeirinhos da cidade, antes do formidável deslizamento de lama, saíram animais de quatro pés, pássaros e víboras, assustados, para o rio; estes, acima de tudo, correndo pelas ruas e pomares, encheram os habitantes de mais terror... Grande confusão e pânico reinava na cidade... O povo, acima de tudo as senhoras idosas, chorava de medo."

— Francisco Izquierdo Ríos

Tradução: Irisvaldo Laurindo de Souza

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❝SOBRE o balcão viu uma garrafa, transbordando de límpida cachaça, transparente, perfeita. Encheu um copo, cuspiu para limpar a boca, virou-o de uma vez. E um berro inumano cortou a placidez da manhã no Mercado, abalando o próprio Elevador Lacerda em seus profundos alicerces. O grito de um animal ferido de morte, de um homem traído e desgraçado: — Águuuuua!"

— Jorge Amado

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Literatura Jamaicana (lemmy.eco.br)

❝NA FAVELA, a vida não vale nada. Aqui, matar um moleque não significa nada. Eu lembro a última vez que meu pai tentou me salvar. Ele tinha voltado correndo da fábrica [...], e ele tava respirando de boca aberta, que nem um cachorro. Passamos o resto da noite dentro de casa, ajoelhados no chão. É um jogo, ele disse, muito alto e muito rápido. Quem fica de pé primeiro perde, ele disse."

— Marlon James

Tradução: André Czarnobai

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❝CONCEIÇÃO estava na escola. Saía de casa às dez horas e findava a aula às duas. Da escola ia para o Campo de Concentração, auxiliar na entrega dos socorros. E só chegava de tardinha, fatigada, com os olhos doloridos de tanta miséria vista, contando cenas tristes que também empanavam os óculos da avó."

— Rachel de Queiroz

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❝AO VERME que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas."

— Machado de Assis

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❝A HORA de viver é tão infernalmente inexpressiva que é o nada. Aquilo que eu chamava de 'nada' era no entanto tão colado a mim que me era... eu? E portanto se tornava invisível como eu me era invisível, e tornava-se o nada. As portas como sempre continuavam a se abrir."

— Clarice Lispector

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❝PARA mim, que nasci e cresci aqui, a natureza sempre foi impenetrável e hostil. Tentava compensar essa impotência diante dela contemplando-a horas a fio, esperando que o olhar decifrasse enigmas, ou que, sem transpor a muralha verde, ela se mostrasse mais indulgente, como uma miragem perpétua e inalcançável."

— Milton Hatoum

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❝NAQUELE lugar, a guerra tinha morto a estrada. Pelos caminhos só as hienas se arrastavam, focinhando entre cinzas e poeiras. A paisagem se mestiçara de tristezas nunca vistas, em cores que se pegavam à boca. Eram cores sujas, tão sujas que tinham perdido toda a leveza, esquecidas da ousadia de levantar asas pelo azul. Aqui, o céu se tornara impossível. E os viventes se acostumaram ao chão, em resignada aprendizagem da morte."

— Mia Couto

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❝FATAL foi teres chegado de manhãzinha, teus olhos de sono, quando ainda a cidade se espreguiçava e teres visto o casario, as ruelas tortuosas, os homens a gritar nomes e coisas.

[...] Fatal foi tropeçares e seguires aos solavancos pelas ruas achando que eram de boas-vindas os olhares. Ao pé do casarão mal iluminado fatal foi pensares que ofereciam vida nova, pois ouviste os sinos.

[...] fatal foi te roubarem a linha da vida.”

— Maria Lúcia Medeiros

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Literatura Irlandesa (lemmy.eco.br)

❝LADY Windermere: Os homens são tão covardes. Ultrajam todas as leis do mundo e têm medo da língua do mundo."

— Oscar Wilde

Tradução: Oscar Mendes

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❝NÃO entenderás o meu dialeto nem compreenderás os meus costumes. Mas ouvirei sempre as tuas canções e todas as noites procurarás meu corpo. Terei as carícias dos teus seios brancos. Iremos à miúde ver o mar. Muito te beijarei e não me amarás como estrangeiro."

— Max Martins

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❝O PIOR eram as noites. À tarde começava minha angústia. E à noite me encontrava, pequena e branca de olhos escuros, ardentes, um pedaço trêmulo de medo cintilando pela casa imensa, onde os lampiões iluminavam um pouco de cada aposento, deixando indefinido o espaço entre a luz e o escuro."

— Maura Lopes Cançado

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❝É satisfação para minh'alma poder oferecer contestação, atirar sarcasmo à soberba de tais sentenças, que me fazem sofrer desde os quatorze anos."

— Lima Barreto

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Literatura Escocesa (lemmy.eco.br)
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❝ESTE o dado chocante: que o lodo do poço parecia emitir sons e gritos."

— Robert Louis Stevenson

Tradução: Jorio Dauster

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❝ERA um desgraçado, era como um cachorro, só recebia ossos. Por que seria que os homens ricos ainda lhe tomavam uma parte dos ossos?"

— Graciliano Ramos

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Literatura Indígena (lemmy.eco.br)

❝AKULI-PA [ofendido]: Eu não sou brasileiro. Sou Taurepang."

— Cristino Wapichana

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❝CHUVA e chamas inundaram-no de desespero e solidão."

— Dalcídio Jurandir

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❝VOAVA, porém, a luzinha verde, vindo mesmo da mata, o primeiro vagalume. Sim, o vagalume, sim, era lindo! — tão pequenino, no ar, um instante só, alto, distante, indo-se. Era, outra vez em quando, a Alegria."

— Guimarães Rosa

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Openreads (github.com)
submitted 2 years ago by vilna@lemmy.world to c/literatura@lemmy.pt

O Openreads é uma excelente app para gerir os livros e é FOSS.

Agora totalmente traduzido para PT-pt

Aproveitem

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submitted 2 years ago by bossito@lemmy.world to c/literatura@lemmy.pt
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submitted 3 years ago by bossito@lemmy.world to c/literatura@lemmy.pt
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submitted 3 years ago by bossito@lemmy.world to c/literatura@lemmy.pt

Obra-prima da vanguarda portuguesa apoia as ideias modernistas de Fernando Pessoa.

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Obra-prima da vanguarda portuguesa apoia as ideias modernistas de Fernando Pessoa.

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